Em solenidade restrita a poucos convidados devido às medidas sanitárias impostas pela pandemia da Covid-19, o juiz Antônio Neves de Freitas, titular da 2ª Vara do Trabalho de Alfenas, tomou posse na tarde de hoje, 30 de setembro, no cargo de Desembargador do TRT da 3ª Região. A posse contou com transmissão ao vivo no canal oficial do TRT3 no YouTube – www.youtube.com/user/TRTMINAS. No mesmo ato, o magistrado foi agraciado com a Medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho Desembargador Ari Rocha, no Grau Grã-Cruz.

O empossado foi promovido pelo critério de antiguidade em vaga decorrente da aposentadoria do desembargador Márcio Ribeiro do Valle. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União por meio de decreto assinado pelo presidente da República no dia 27 de setembro.

Estiveram na cerimônia os Desembargadores José Murilo de Morais (Presidente do TRT3), Fernando Luiz Gonçalves Rios Neto (Vice-Presidente) a Desembargadora Ana Maria Amorim Rebouças (corregedora) e, representando a Amatra3, o Juiz Renato de Paula Amado.

Após cumprimentar os presentes, Antônio Neves de Freitas fez um agradecimento a esposa Heloisa e a filha Stela, além dos demais familiares, amigos, magistrados e servidores que o acompanharam ao longo da carreira.

Em sua manifestação o novo desembargador fez um discurso alertando para os problemas que as desigualdades sociais causam a nossa sociedade. “Se você quer a paz cuide da justiça. Assim já advertia a sabedoria antiga. E como a sabedoria não envelhece essa advertência ainda se mostra atual em um mundo que tem fome de justiça. Mesmo com tantos conhecimentos acumulados o homem não conseguiu avanços na seara da justiça. Vemos com angústia retrocessos que nos chega a incutir medo. Quanto mais avanços na esfera científica, maior é a desigualdade já que poucos têm acesso aos novos benefícios.”

Mais adiante, Antônio Neves de Freitas refletiu sobre a importância de tratar do tema durante o discurso de posse. “A minha intenção é conclamar a todos a uma reflexão porque penso que não é momento de agradecer e expor expectativas. Em vez de radicalismo político, diálogo, consenso e busca de lideres capacitados para uma travessia mais amena nesse momento de turbulência. Ao invés de consumir, doar. Não podemos banalizar a fome, vulgarizar o desemprego, acostumarmos com a violência, endossar as injustiças sob pena de nos tornar menos humanos”.

Finalizando, o desembargador pediu a “Deus que possa neste novo cargo melhorar o mundo de alguma forma, contribuindo para futuro melhor. Espero que tenha tocado o coração dos que me ouvem para que iniciemos esta árdua e impostergável jornada. Cuidemos da justiça, pois eu desejo a paz”.

Sobre o novo desembargador – Antônio Neves de Freitas ingressou na Justiça do Trabalho em Minas Gerais em 1990, no cargo de juiz substituto, em virtude de habilitação em concurso público. Em 1993, foi promovido, pelo critério de antiguidade, para o cargo de juiz presidente da Junta de Conciliação e Julgamento (JCJ) de Paracatu. Presidiu, em seguida, a 3ª JCJ de Coronel Fabriciano, a JCJ de Ubá, novamente a 3ª de Coronel Fabriciano, a de Diamantina e a 2ª de Congonhas. Foi juiz titular da Vara do Trabalho de Diamantina e da 2ª Vara do Trabalho de Alfenas.