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Além de poder participar da campanha Juízes Solidários da Anamatra, em prol do Haiti, os juízes que também quiserem doar roupas e sapatos para o povo haitiano, poderão encaminhar as doações para as entidades credenciadas a recolher donativos, que serão encaminhados à Cruz Vermelha, em Belo Horizonte. Dentre elas, estão o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (Av. Álvares Cabral, 400 –Centro – BH – Tel. (31) 3224-5011), o Sindicato dos Professores de Minas Gerais (R. Jaime Gomes, 198 - Floresta - tel. (31) 31153000 e a Igreja N. S. do Carmo (Rua Grão Mogol, 502 – Carmo – BH - Tel. (31) 3281-3876). Os donativos serão encaminhados à Cruz Vermelha, em Belo Horizonte.
(ACS-Amatra3)
Movimentos sociais e sindicatos lançam comitê de apoio ao povo haitiano
Fonte: site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de MG
Representantes de entidades do movimento social, Igreja, estudantes, sindicatos de trabalhadores e das centrais sindicais CUT-MG e CTB-MG se reuniram na tarde de quinta-feira, dia 28, na sede do SJPMG, para formalizar o Comitê Mineiro de Apoio ao Haiti. O objetivo é angariar donativos para as vítimas do terremoto que arrasou Porto Príncipe e abrir uma ampla discussão sobre o futuro político e social do país, que figura entre os mais pobres do mundo.
O comitê foi lançado oficialmente às 10h de sexta-feira, 29, com um ato público, no Centro de Referência do Professor, no Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-Minas): Rua Tupinambás, 179, 14° andar. Na ocasião, foi exibido um vídeo sobre os efeitos do terremoto no Haiti e assinada uma "carta compromisso", oficializando a formação do comitê de apoio ao povo haitiano.
A ideia, incialmente, é arrecadar roupas e calçados, que serão entregues às vítimas do terremoto num segundo momento do socorro, quando o país tiver refeito parte de sua infra-estrutura e alcançado certa estabilidade. Há que se lembrar que aqueles que não perderam a vida no terremoto, perderam suas casas, bens materiais e gêneros de consumo.
Os donativos já estão sendo recolhidos nas unidades do Sinpro-Minas, em BH, Barbacena, Cataguases, Coronel Fabriciano, Divinópolis, Governador Valadares, Janaúba, Montes Claros, Poços de Caldas, Ponte Nova, Pouso Alegre, Uberaba, Uberlândia e Varginha.
As demais entidades que aderiram ao Comitê também estão credenciadas a receber donativos, que deverão embarcar brevemente para o Haiti. Ação semelhante está sendo desenvolvida pelo movimento social e sindicatos de trabalhadores em vários pontos do Brasil.
Situação política
O presidente do Sinpro-Minas e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG), Gilson Reis, abriu a reunião de quinta-feira lembrando que o terremoto agravou a situação social do Haiti, que já era grave, com 80% da população na linha de miséria.
Segundo ele, os movimentos sociais revelam preocupação com a presença de 21 mil fuzileiros navais norte-americanos no país, que deveria realizar eleições em dezembro deste ano. “A situação política do Haiti é complexa e indefinida”, resumiu Gilson, lembrando a necessidade de se contribuir também para a reconstrução social e política do país.
O presidente do SJPMG, Aloísio Morais, lembrou que a imprensa não está mostrando a tragédia haitiana na sua amplitude. Ele declarou que se a situação do país já era dramática do ponto de vista social, o terremoto agravou o problema, mostrando a dimensão catastrófica da realidade daquele país.
O governo haitiano já fala em 160 mil mortos. Os cadáveres empilhados ocupam ruas e avenidas de Porto Príncipe. Além de governos de diferentes países, o socorro às vítimas e o esfoço pela reconstrução do Haiti envolve dezenas de organizações internacionais. O Comitê Mineiro de Apoio ao Haiti tem nova reunião agendada para terça-feira, dia 9 de fevereiro, para traçar novas estratégias de ação.
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